sábado, 18 de abril de 2009

Blogagem Coletiva. “Quem foi seu Monteiro Lobato?”

sitio1

Quando aceitei o desafio em escrever um texto, onde deveria relatar a importância da leitura em minha vida, o responsável por esta influência e quem foi Monteiro Lobato, me coloquei a pensar. Voltei o tempo em minha mente e pude assim, entender a importância desta atitude.

Voltei aos meus 9 anos de idade, quando fui presenteada com meu primeiro “livro de histórias”, ofertado por minha vó Nair. Me enchi de emoção ao recordar as palavras dela, ao me entregar o livro:

“Filha, tudo nesta vida é passageiro, menos o conhecimento. Este, sempre acrescenta, soma, e ninguém pode nos tirar. Quero que leia este livro, e depois, vamos conversar sobre a história. Quero que você me conte, com as suas palavras, tim-tim por tim-tim o que está escrito aí.”

Abracei o “livrinho” e sempre que tinha um tempinho vago, lá estava eu, mergulhada na leitura, fazendo anotações que julgava serem importantes, afinal, eu iria contar a história para minha vó, e não poderia privá-la de nenhum detalhe importante.

Assim, aos 9 anos, iniciei minha jornada literária. E graças à minha vó, aprendi a gostar de ler. Muito mais do que simplesmente “ler”, aprendi a “viver” minhas leituras, transformando cada capítulo em uma viagem particular e pessoal. Acredito que este seja o verdadeiro prazer da leitura.

Falar de Monteiro Lobato, é fazer uma viagem de sonhos e voltar ao “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, brincar com a tagarela Emília, comer os “quitutes” da Tia Nastácia, deitar a cabeça no colo da Dona Benta ao lado da  doce Narizinho, Pedrinho e do Visconde de Sabugosa. É rir muito com as estripulias do Sací Pererê, correr da Mula-sem-cabeça, ficar quietinha, escondida por que se não, a Cuca vem pegar… o que me recordo de Monteiro Lobato, é esta fase infantil e sonhadora, onde hoje, posso reconhecer todo este universo Político disfarçado em sonhos e fantasias.

Monteiro Lobato, conseguiu resgatar e divulgar as belezas do nosso Brasil. Dividiu-se em seus personagens e em cada um deles, manifestou sua personalidade e seus desejos. Falando e agindo por cada um deles. Na doçura de Narizinho, na rebeldia e coragem da Emília, na sabedoria do Visconde, no destemido e corajoso Pedrinho, na cultura de Dona Benta… através dele, pude conhecer as Lendas do meu povo, a religiosidade afro-brasileira com a sabedoria cabocla do Tio Barnabé…

Bom, é isso!!

Ah, querem saber qual o “livro” que minha vó me deu de presente??

“Meu Pé de Laranja Lima” de José Mauro de Vasconcelos.

Elida.

16 comentários:

Marcos Pontes disse...

Os adultos são a chave do segredo dos jovens gostarem de ler. Isso é óbvio, pena que muitos adultos se esquecem disso com o decorrer dos anos ou não foram crianças incentivadas. Sua avó tem esse mérito. Blo post.

Beatriz disse...

Que belo começo e o texto retrata com delicadeza o papel de sua avó. Incentivou vc a contar-lhe histórias. Inteligente mulher. Despertou na neta um prazer mais ativo do que , paenas, escutar as histórias da vovó. Sábia avó. Meu pé de Laranja Lima foi um dos livros de minha infância tb. E me lembro de ter chorado muito qdo li. Cometava muito com minha mãe. .
Parabéns pelo post e para sua avó. se ela ainda for viva dficará feliz ao ler este mini-conto. Sua avó ensinou o principal. Saber contar um história. E pra isso é preciso ler, ler e ler.
Parabéns pelo blog, ainda deconhecido mas que se torna, a partir de agora um dos meus prediletos.

Ester disse...

Sábia vó Nair!

Sorte sua ter recebido uma tão rica herança!

Adorei seu relato, parabéns!


bj,

Cristiane Marino disse...

Olá

Como é importante ser O Monteiro Lobato de alguém não é, a leitura tem o dom de transformar a vida das pessoas e é como sua vó disse isso ninguém nos tira.

Grande beijo

Unknown disse...

Elida,parabéns pela linda postagem.Não conhecia seu blog,e gostei muito.A blogagem também é ótima pra isso:para conhecer espaços como o seu.Um abraço.

Mari Amorim disse...

Simplesmente,parabéns!!!
Gostei muito,tb estou participando dessa fantastica
iniciativa.
Beijos
Mari

O Lacombe disse...

que bom saber disso tudo.
esse pe de laranja lima....
beijos

Elaine Gaspareto disse...

Olá!
Sua avó tem toda a razão: conhecimento é o único bem que não podem nos tirar!
Beijos e belo texto!

APPedrosa disse...

Minha avó também conversava comigo sobre os livros e isso foi fundamental na minha vida. Sorte de quem tem avós assim!

EDUARDO POISL disse...

Amigo é aquela pessoa que o tempo não apaga,
que a distância não esquece,
que a maldade não destrói.

É um sentimento que vem de longe,
que ganha lugar no seu coração
e você não substitui por nada.

É alguém que você sente presente,
mesmo quando está longe...
Que vem para o seu lado quando você está sozinho
e nunca nega um sentimento sincero.

Ser amigo não é coisa de um dia,
são atos, palavras e atitudes
que se solidificam no tempo
e não se apagam mais.
Que ficam para sempre como tudo que é feito
com o coração aberto.

Um bom domingo e uma semana cheia de amor e carinho para você e toda tua família
Um abraço do amigo
Eduardo Poisl

Luísa disse...

Tudo neste post de hoje é uma lição a imitar:
- a oferta de um livro
- a sábia recomendação sobre o saber
- a inteligente abordagem ao autor
- o encerramento, de oiro, na divulgação do livro.

Vuo ler o teu post à minha filha de sete anos, que já anda sempre de livro de histórias de baixo do braço, como companheiro fiel.
Li recentemente que "quem teve frio em pequeno, vai sentir frio toda a vida".
O contrário também é válido!
Beijinho terno!

Anônimo disse...

Elida,

parabéns pela sua postagem, e participação nessa coletiva! A literatura brasiuleira agradece!
Obrigado, aindea, pelo comentãrio no Varal! Temos agora "coisas" em comum! srsrs

Bjs

Luciano A.Santos disse...

Oi Elida,

que exemplo deu sua avó, que belo começo.

Belo post, abraços.

Anônimo disse...

Que bom que um livro recebido pode mudar a vida de uma pessoa.
Também participei desta coletiva que nos proporcionou ótimas histórias.

Vanessa Anacleto disse...

Eu adorei este livro e li vem pequena também. Elida, muito obrigada por contribuir para fazer desta coletiva um grande sucesso.

Abraço!

Anônimo disse...

Sua avó tem mesmo nome da minha mãe e comportamento bem parecido, só faltou dizer que era professora! (rs*) "Meu pé de laranja lima" teve uma época lugar de destaque na família, assunto discutido por causa do meu primo que participou do filme fazendo papel do garoto. Não li o livro ainda :( Boa blogagem!! Beijus